Como identificar um boato viral

“Tudo o que você já postou torna-se público a partir de hoje, mesmo as mensagens que foram excluídas ou as fotos não permitidas.” Parece familiar? Isso faz parte de uma passagem de texto que circulou no Instagram em Agosto de 2019 e, embora você não tenha sido enganado pelo boato viral, muitas pessoas foram.

Entre os que caíram nessa, estão celebridades como Julia Roberts, Pink e Usher. E, embora possa ser tão preocupante, destaca também as questões relacionadas à desinformação na internet.

Algo dizendo que uma rede de mídia social está alterando seus termos de serviço e tornará tudo público, a menos que você compartilhe um parágrafo de texto, é definitivamente uma bandeira vermelha para os usuários. Então, por que essas fraudes se tornam virais? E como você pode identificá-las?

Chamada para Ação

As fraudes são notórias por solicitar que você faça alguma coisa. Isso pode variar desde enviar dinheiro, repostar algo para se proteger ou solicitar que você envie a mensagem para “avisar” outras pessoas.

Um tipo de ameaça

Outra maneira de determinar se uma mensagem é uma farsa é perguntar-se se ela é ameaçadora. Uma mensagem falsa geralmente inclui linguagem que alega que a lei está contra você, sua privacidade será comprometida ou sua conta pode ter sido invadida.

O uso de figuras de Autoridade ou Mídia

Para tornar a mensagem mais convincente, uma farsa geralmente usa uma figura de autoridade ou um outro artifício que possa legitimar a mensagem. Os exemplos podem incluir um gerente de TI, a polícia ou, como no exemplo acima, “Canal 13”.

Erros de ortografia e outros erros

Uma maneira clássica de saber se você está visualizando uma farsa é semelhante à de um email de phishing. Muitas vezes, existem erros de digitação, diferentes tamanhos de fonte ou texto ou frases que simplesmente não fazem sentido. Se você ler o texto cuidadosamente, é provável que consiga ver esses erros. Uma atualização da política de privacidade do Facebook ou do Twitter certamente não teria isso!

Faça uma pesquisa na Internet para verificar as informações

Se você acha que descobriu uma farsa e deseja confirmar, você sempre pode verificar os fatos online. Na farsa do Instagram em Agosto de 2019, o texto faz referência ao Estatuto de Roma e à UCC. Essas são leis globais determinadas pelo Tribunal Penal Internacional que rege os crimes de guerra e genocídio e o Código Comercial Uniforme dos EUA. Nenhuma das duas é aplicável a nenhum aspecto do uso do Instagram.

Não encaminhe ou republique

Se você tem alguma dúvida, a melhor coisa a fazer é esperar para ver. Pode parecer contraproducente, mas ao repassar a mensagem “só por garantia”, você permite que mais pessoas a vejam e contribue para que outras pessoas entrem em pânico. Geralmente, os meios de comunicação e a Internet descobrem rapidamente a legitimidade da “mensagem”. Além disso, quando um boato viral como esse aparece, geralmente o chefe da empresa precisa comentar. Como aconteceu com a farsa de Agosto de 2019, o chefe do Instagram Adam Mosseri alertou as pessoas que a mensagem não era real e que não haveria alterações nas políticas da empresa em relação à propriedade do conteúdo. Compartilhar uma farsa pode causar danos à sua reputação se você for associado à sua credibilidade. Portanto, vale a pena esperar antes de tomar qualquer decisão sobre o compartilhamento do conteúdo.

O Instagram e outros sites de mídia social têm o direito de compartilhar os dados que você publica com as autoridades, mas somente o fazem em resposta a mandados, ordens judiciais ou quando se julgar necessário para evitar um crime. Isso faz parte dos termos e condições quando você se inscreve e significa que as empresas podem cumprir os requisitos legais impostos a eles e os pedidos da polícia. A única maneira de evitar isso é sair do serviço completamente.

Também é importante notar que, quando você se inscreve em uma rede social, como Facebook ou Instagram, concorda em ficar vinculado aos termos em que se inscreveu. O site não pode, portanto, renegociar esses termos novamente sem que você dê sua permissão expressa. Por exemplo, com a introdução do GDPR na Europa, as redes de mídia social tiveram que enviar um e-mail aos usuários, explicando como a política de privacidade estava mudando e os usuários tiveram que concordar com o clique de um botão – e não com a redação do texto.

Que outros sinais você procura ao determinar se um post é uma farsa? Deixe-nos saber nos comentários abaixo. Se você gostou desse post, leia sobre outros assuntos semelhantes abaixo: